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O Diretor de Internacionalização do NINTER-IPÊ, Prof. Rodrigo Carmo, representante da UFRPE

FLORIANÓPOLIS (SC) — Com equilíbrios geopolíticos em constante mudança, o conceito de "multipolaridade" deixa de ser uma teoria acadêmica para se tornar uma prática diplomática. Nas últimas semanas, a UFRPE participou de dois dos mais importantes fóruns de educação internacional, buscando seu lugar de fala e de ação na reunião do Colégio de Gestores de Relações Internacionais das IFES (CGRIFES) e na Conferência da Associação Brasileira de Educação Internacional / FAUBAI 2026. A Rural esteve presente com o Diretor de Internacionalização do Núcleo de Internacionalização (NINTER) do Instituto IPÊ, Prof. Rodrigo Carmo, representando nossa instituição.

A missão na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) iniciou-se com a reunião anual do CGRIFES, no dia 10 de abril de 2026. Na ocasião, a gestão do multilinguismo foi apresentada como pauta urgente para a democratização do conhecimento pelo Prof. Gilvan Müller (UFSC), para quem o multilinguismo é a chave para a quebra de barreiras no acesso à internacionalização, mas a ciência global ainda está aprisionada em poucas línguas, o que exclui comunidades e saberes locais. A visão proporcionou insights fundamentais para a melhoria e ampliação das ações de internacionalização que estão sendo desenvolvidas  na UFRPE, buscando alinhamento ao nosso Plano de Internacionalização.

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Rede de contatos: A participação na FAUBAI inicia ou reforça o diálogo com parceiros

Na sequência, de 11 a 15 de abril, aconteceu a Conferência FAUBAI 2026 sob o tema "Internationalisation for a Multipolar World". Nesta edição, o evento lançou a provocação às mais de 200 instituições com mais de 700 congressistas participantes e aproximadamente 30 países representados: como internacionalizar para além dos modelos herdados do Norte Global? O debate central girou em torno da necessidade de as universidades brasileiras deixarem de ser receptoras de agendas externas para se tornarem protagonistas em ciência, sustentabilidade e inovação.

Segundo relatou o Diretor do NINTER, foi observado um movimento que questiona assimetrias para discutir como construir estratégias que reflitam éticas e epistemologias multipolares e contra-coloniais, em vez de replicar sistemas hierárquicos que priorizam rankings e interesses estrangeiros, inclusive para o fortalecimento da metodologia COIL (Collaborative Online International Learning), onde a troca acadêmica, cultural e linguística acontece de forma virtual.

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Troca de experiências sobre COIL: encontro em Florianópolis com a especialista Eva Haug

Com o workshop ministrado pela Profa. Eva Haug da Universidade de Ciências Aplicadas de Amsterdã  (Holanda), especialista mundial em internacionalização do currículo, foram mapeadas ferramentas e traçados diagnósticos sobre como transformar o COIL em política nas universidades. Ao institucionalizar a prática, a metodologia permite que instituições parceiras colaborem sem sair de seus campi locais e a internacionalização seja efetivamente acessível para todos. O desafio é trabalhar para que as ações não sejam isoladas, promovendo a inclusão internacional que o financiamento tradicional de viagens nem sempre permite.

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Prof. Rodrigo Carmo com a Profa. Eva Haug (Amsterdã), referência mundial em COIL

A presença da UFRPE em Santa Catarina também rendeu avanços em sua rede de cooperação latino-americana, com a negociação com a Universidad de Guadalajara (México), em fase final de conclusão, prevendo mobilidade de estudantes e docentes, além de dupla-titulação e cotutela, o que significa que pesquisadores(as) da UFRPE poderão ter seus títulos reconhecidos simultaneamente no México e no Brasil, ampliando o impacto de suas carreiras. A relação com a Universidad del Valle (Colômbia) foi reforçada para ampliação das ações de mobilidade acadêmica, relações de mobilidade virtual e a possibilidade iminente de cotutela e dupla titulação para cursos de doutorado. Já em meio às rodadas de negociação do evento, a vitrinização do Núcleo de Internacionalização de Pernambuco (NINTER-PE) fortaleceu o contato com as universidades signatárias do convênio da rede.

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Missão em Santa Catarina posiciona universidades brasileiras no cenário científico mundial

Ao final dos debates, a expressão ainda pouco comum nos documentos técnicos de relações internacionais ganha força: a internacionalização do afeto. O conceito resume a crença de que a cooperação acadêmica deve ser movida por empatia, solidariedade e objetivos comuns de desenvolvimento social, não apenas por métricas de produtividade. Segundo o professor Rodrigo, houve um levante motivador em prol de uma internacionalização mais humana e inclusiva que acolhe, respeita as diferenças e coloca a nossa ciência regional em diálogo de igualdade com o resto do mundo.

Com os novos acordos em fase de assinatura e a implementação de metodologias de mobilidade virtual no horizonte, através do NINTER do Instituto Ipê a Rural segue conectando o solo pernambucano aos grandes debates e ações da internacionalização do Ensino Superior no país. Para acompanhar as notícias e atualizações sobre editais de mobilidade e novas parcerias, acesse o portal international.ufrpe.br.

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