UFRPE apresenta modelo de internacionalização ativa, baseada em equidade e inclusão no Pará

Nesta segunda-feira, 8 de junho, o Diretor do Núcleo de Internacionalização (NINTER) do Instituto Ipê, Prof. Dr. Rodrigo Carmo, representou a UFRPE como conferencista do VII Encontro de Internacionalização da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA), em Marabá, junto às representantes da CAPES, Dra. Vanessa Vargas (Coordenadora Geral de Programas Institucionais e Bolsas Internacionais), e do Institut de Recherche pour le Développement (França), Dra. Danielle Mitja, tratando sobre o tema “Internacionalização do Ensino Superior: trajetórias históricas e desafios atuais”.
Durante sua fala, Carmo apresentou uma análise crítica sobre as trajetórias históricas da educação superior no Brasil, destacando a transição de um modelo de experiências marginais para uma agenda estratégica nacional. O Diretor do NINTER provocou o debate ao evidenciar a desigualdade estrutural no fomento, onde o Sul e Sudeste concentram 66,5% das bolsas da CAPES, e defendeu que a internacionalização não deve ser vista como um luxo institucional, mas como um imperativo geoestratégico para as universidades que buscam impacto formativo e alinhamento com as agendas globais.
A UFRPE foi apresentada como um case de sucesso que internacionaliza "por causa das condições regionais", e não apesar delas. Com mais de 110 acordos internacionais em todos os continentes e 35% de seus programas de pós-graduação com excelência internacional, a universidade alcançou (em 2025) a marca de 30% de colaboração estrangeira em suas publicações científicas (5 pontos percentuais acima da média nacional). O docente destacou o papel inovador do NINTER-PE, mecanismo que transforma a internacionalização em uma política de Estado pactuada entre instituições públicas e privadas de Pernambuco (incluindo o Governo do Estado de PE) que, presente nos principais corredores acadêmicos da América Latina, Caribe, África e Ásia, fortalece a soberania científica do Sul Global.
“A UFRPE apresenta como diferencial uma política internacional cuja arquitetura é fundamentada na Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI)”, explicou Prof. Rodrigo. A instituição não busca a mobilidade tradicional, mas sim a "curricularização da internacionalização", tratando-a como um comportamento inerente a todos os departamentos e não uma burocracia administrativa.
Entre os destaques, foram anunciados os próximos passos da nossa universidade, como o programa "Embaixadores UFRPE", que capacitará estudantes para atuarem na diplomacia científica global, e o "Internacionaliza PET", focado em romper barreiras linguísticas e democratizar o acesso ao intercâmbio para alunos da graduação.
Os números da Rural dão conta de mais de 3.300 turmas de idiomas oferecidas e uma rede que conecta a instituição a 31 países. Carmo enfatizou que o projeto da UFRPE é construído com intencionalidade política e reparação histórica, especialmente na relação com o continente africano. Visando segurança alimentar e conservação biocultural como áreas de atuação proeminentes, através de programas como o Move África (a ser lançado pelo MEC / CAPES) e o Programa de Ensino Presencial e Remoto de Idiomas (PEPRI - UFRPE), a Rural consolida um sistema que prioriza o acolhimento qualificado e a acessibilidade linguística.
“Uma internacionalização assertiva consiste em servir para diminuir disparidades, garantindo que a ciência produzida no Nordeste brasileiro dialogue em pé de igualdade com os maiores centros de pesquisa do mundo”, finaliza o Diretor.

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