Professora Giselda Brito (DEHIST-UFRPE) embarca para Angola em missão de Pós-Doutorado no Exterior com apoio de três Ministérios da República
A professora Giselda Brito, do Departamento de História da UFRPE, contemplada com uma Bolsa PDE/CNPq (Estágio Pós-Doutorado no Exterior) para a Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto (UAN), em Luanda, Angola, é uma das aprovadas no Edital 36/2023, Atlânticas, do Programa Beatriz Nascimento de Mulheres na Ciência. O edital foi uma ação conjunta do Ministério da Igualdade Racial, Ministério dos Povos Indígenas e Ministério das Mulheres com o objetivo de promover a produção científica internacional de mulheres negras, quilombolas, indígenas e ciganas em reconhecimento de suas contribuições para a ciência brasileira.

Os resultados da pesquisa deverão trazer contribuições historiográficas para subsidiar as disciplinas de História da África Contemporânea, História da Cultura Afro-brasileira e Relações Étnico-Raciais no Curso de Licenciatura em História da UFRPE, bem como atividades de pesquisa, orientação e extensão dos estudos africanos em Pernambuco, considerando-se que a professora faz parte do GT-Estudos da África de PE e de grupos de pesquisa na base do CNPq.
Em reunião com a equipe do NINTER antes de sua viagem, a professora declarou que seu Estágio Posdoutoral em Angola também terá como objetivo contribuir para a Internacionalização do Programa de Pós-Graduação em História e de outros programas da UFRPE, colocando-se à disposição para estabelecer contatos para novos acordos de cooperação, intercâmbios e mobilidade acadêmica com instituições do ensino superior em Angola. Para subsídio destas intenções, a equipe do NINTER lhe encaminhou documentos orientativos e se colocou à disposição para quaisquer dúvidas e instruções.

Em Angola, a professora deverá desenvolver atividades de estudos e pesquisas no âmbito do Curso de História da UAN e da História da Política Educativa de Angola, abordando o processo de transição da política educativa colonial para a política educativa do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), durante o processo de Independência. Para isso, tem contado com o apoio do seu supervisor da pesquisa, o professor Patrício Batsikama (ISPT e UAN), da professora Conceição Neto e do professor Boubakar Keita, ambos da FAC-UAN. Além destes, a historiadora conta com o apoio do professor Yuri Agostinho da UniLuanda, Doutor em História pela UFPE, através do qual tem estabelecido intercâmbios e pesquisas nos ISCED (Institutos Superior de Ciências da Educação) de Luanda e outras províncias, um exemplo do potencial dos resultados da mobilidade acadêmica entre o Brasil e Angola.
Fazer o Pós-Doutorado em Angola “é uma experiência ímpar", comentou a professora com a equipe do NINTER. “Temos que entender que a história angolana é parte da nossa história”, sendo fundamental para o embasamento das lutas contra o racismo e o processo de inclusão das populações negras herdeiras da cultura africana. Neste sentido, a troca de conhecimentos e saberes reforça as políticas de cooperação internacional, tão importantes para o desenvolvimento científico em conexão com um país africano, cuja história também é parte da nossa, conforme atesta a bandeira do Brasil na frente do Arquivo Nacional de Angola, uma das instituições onde se desenvolvem as pesquisas.

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